Despersonalização Causas – O que é, sinais, causas e como tratar

Despersonalização Causas – O que é, sinais, causas e como tratar Foto: Freepik
Despersonalização Causas – O que é, sinais, causas e como tratar Foto: Freepik

Neste artigo, você encontrará informações sobre a Despersonalização Causas de forma detalhada e objetiva. Além disso, poderá navegar por tópicos facilitando a leitura. Confira abaixo:

O que é Despersonalização?

É quando você se sente distante dos pensamentos, sentimentos e do próprio corpo como se estivessem desconectados entre si.

Ao longo do tempo, vão acontecendo alguns episódios em que o paciente se sente estranho em algumas situações, robótico ou agindo no automático.

Inclusive, vale destacar que, na despersonalização, as pessoas mantêm o contato com a realidade, eles entendem que suas percepções estão alteradas, mas não conseguem controlar essas experiências angustiantes.

Além disso, depois de muitos episódios é comum desenvolver  uma reatividade a essa sensação, o que acaba por piorar o quadro.

A boa notícia é que, assim como a ansiedade, TOC, crises de pânico a despersonalização também é tratável e com tratamento especializado, o resultado é bastante positivo. Confira a seguir mais detalhes.

Sinais de Despersonalização

Aqui estão alguns sinais de Despersonalização: 

  • Sentir-se emocionalmente anestesiada ou apática, incapaz de vivenciar alegria, tristeza ou outras emoções com a intensidade habitual.
  • Falta de conexão emocional com memórias ou experiências.
  • Sensação de estar observando sua vida de fora do seu corpo.
  • Sensação de não ter controle completo sobre suas ações e pensamentos.
  • Não conseguir reconhecer ou descrever suas emoções com tanta clareza.

5 Estágios da Despersonalização

A despersonalização passa por 5 estágios, sendo eles:

1 – Gatilho inicial

Aumento intenso de ansiedade, estresse ou medo que ativa o sistema de alerta do organismo.

2 – Aparecimento do distanciamento

Surge a sensação de desconexão do próprio corpo, da mente ou das emoções.

3 – Percepção da mudança interna

A pessoa percebe que algo está diferente na forma como se sente consigo mesma.

4 – Interpretação ameaçadora

Surgem pensamentos como “estou enlouquecendo” ou “isso não é normal”.

5 – Aumento da ansiedade e manutenção do ciclo

O medo aumenta a ansiedade, a atenção fica presa na sensação e o distanciamento tende a continuar.

Despersonalização Causas

A despersonalização causas ainda são um pouco compreendidas. Nesse sentido, não há nada exato ou determinante do porque ela surge. Contudo, acredita-se que resulte de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e ambientais.

Abaixo detalhamos as possíveis causas, uma a uma, para um melhor entendimento.

Ansiedade elevada

Com ansiedade elevada, o cérebro pode entrar em um estado de alerta máximo que, às vezes, faz a pessoa se sentir estranha ou distante.

Isso significa que pode haver uma sensação de estar se observando de fora ou de que tudo ao seu redor não é real.

Também a ansiedade elevada pode alterar o funcionamento dos sentidos, trazendo a sensação de que o corpo ou a mente não lhe pertencem de verdade.

Inclusive, pesquisas mostram que quanto mais forte a ansiedade, maior a probabilidade de ter essas sensações.

Em outras palavras, quando a ansiedade aumenta, pode levar a momentos em que o paciente se sinta desconectado ou como se estivesse sonhando.

Estresse Emocional

A despersonalização também está ligada ao estresse emocional crônico. Se a mente é submetida a pressão contínua, ela experimentará sintomas dissociativos como forma de se proteger desse sofrimento.

Essa maneira de lidar com a situação pode se manifestar como uma sensação de distanciamento dos pensamentos e do corpo, criando uma barreira contra a ansiedade e o estresse.

Embora essa despersonalização possa trazer uma espécie de alívio momentâneo, ela pode se tornar mais persistente. E começar a causar problemas maiores no futuro, levando a pessoa a questionar a própria realidade.

Experiências Traumáticas

Experiências traumáticas podem afetar a saúde mental. Quando as pessoas passam por isso, como abuso ou um acidente, muitas coisas podem mudar dentro delas.

Alguns pacientes podem experimentar uma sensação de despersonalização, que pode ser a forma que a mente e o corpo encontram para lidar com o trauma.

Esse estado dissociativo permite que elas gerenciem emoções e experiências emocionais difíceis, distanciando-se de forma segura.

Logo, isso pode até trazer um alívio a curto prazo, porém, dificuldades em um perído mais longo.

Ataques de pânico ou Crises de Ansiedade

Tanto os ataques de pânico como as crises de ansiedade podem causar despersonalização porque ambos podem levar a mente a se desligar como mecanismo de defesa, criando um distanciamento do medo extremo.

Vulnerabilidade neurobiológica

Algumas pessoas têm um sistema nervoso naturalmente mais sensível ao estresse, à ansiedade e às mudanças emocionais. Isso não quer dizer que exista algo errado com o cérebro, mas que ele reage de forma mais intensa a situações de pressão.

Quando essa ativação emocional fica muito alta, o organismo pode usar o distanciamento interno como uma forma de proteção, o que pode levar à sensação de despersonalização.

Exaustão

A exposição prolongada ao estresse geralmente é o principal fator da exaustão. Que pode contribuir para o surgimento da despersonalização quando o corpo e a mente permanecem por muito tempo sob tensão, sem períodos adequados de descanso

Privação de Sono

A falta de sono adequado pode interromper o funcionamento normal do cérebro, podendo levar a episódios de sensação de distanciamento.

Conflitos interpessoais

Discussões intensas, problemas relacionais ou rompimentos de relacionamentos podem servir como gatilhos emocionais ocasionando uma possível despersonalização.

Uso de Substâncias

O uso de substâncias pode influenciar a forma como alguém pensa e percebe o ambiente ao seu redor como pode causar experiências de distanciamento de si mesmo.

Além disso, o abuso crônico desses tipos de substâncias pode exacerbar os sintomas de despersonalização, fazendo com que ocorram com mais frequência.

Então, é importante que, pessoas que apresentam despersonalização relacionada ao uso de substâncias, busquem ajuda profissional para tratar tanto o seu uso quanto os sintomas dissociativos.

Traços de evitação

Pessoas com tendência a evitar situações estressantes podem ser mais propensas a vivenciar o distanciamento como mecanismo de enfrentamento.

Ansiedade intensa pode causar despersonalização?

Sim. A ansiedade intensa é uma das causas mais comuns da despersonalização. Quando o nível de ansiedade aumenta muito o sistema nervoso entra em estado de alerta para lidar com a ameaça percebida.

Nesse estado, o cérebro pode produzir uma sensação de distanciamento interno como forma de reduzir a sobrecarga emocional.

Então, o paciente continua consciente do que está acontecendo ao seu redor, mas passa a se sentir desconectado de si mesmo, como se estivesse funcionando no automático ou observando a própria experiência de fora.

Por isso, na despersonalização associada à ansiedade, o sintoma não surge porque a mente está “falhando”, mas porque o organismo está reagindo a um nível muito alto de ativação emocional.

O que acontece no cérebro durante a despersonalização?

O cérebro se desliga temporariamente para lidar com a sobrecarga da ansiedade elevada.

Com isso, a mente segue consciente e funcional, mas com sensação de afastamento interno, como se a pessoa estivesse presente, porém menos conectada à própria experiência.

Qual a diferença entre causa e fator de manutenção?

A causa pode explicar o porquê a despersonalização começou e, a partir daí, utilizar estratégias para o tratamento; já o fator de manutenção explica o porquê que os episódios seguem acontecendo.

Muitas vezes, o medo dos sintomas de despersonalização faz com que o paciente mantenha ainda esse ciclo ativo.

Diante disso, o foco central do tratamento para despersonalização é atuar nos fatores que mantém ainda os sintomas.

Quais são os principais fatores que mantém a despersonalização?

Os principais fatores que mantêm a despersonalização estão ligados ao medo da própria experiência e ao estado contínuo de alerta do sistema nervoso.

Assim, quando o paciente passa a interpretar a sensação como perigosa, tende a aumentar a ansiedade, a observar constantemente o que está sentindo e a tentar controlar ou evitar o sintoma.

Desta forma, esse padrão de hipervigilância, checagem e evitação impede que o organismo volte ao equilíbrio, fazendo com que o distanciamento persista ou retorne.

Por que às vezes a causa inicial desaparece, mas o sintoma continua?

Porque após o primeiro episódio, o que passa a manter a despersonalização não é mais a causa inicial, mas o medo da sensação e o estado de alerta contínuo.

Portanto, mesmo que o gatilho original diminua,o paciente tende a continuar monitorando o que sente, interpretando a experiência como perigosa e tentando controlá-la.

Por isso, o sistema nervoso permanece ativado. Logo, o sintoma deixa de depender da causa inicial e passa a ser sustentado pelo próprio ciclo ansiedade–medo–hipervigilância.

O medo pode transformar um episódio breve em um quadro prolongado?

Sim, após a primeira experiência, é comum interpretar a sensação causada pela despersonalização como perigosa, o que gera ansiedade e leva à vigilância constante sobre o que está sentindo.

Esse foco contínuo impede que o organismo se acalme, fazendo com que o sintoma persista ou reapareça.

Assim, o que começa como uma resposta passageira à ansiedade pode se prolongar quando o medo da própria experiência se torna o principal fator de manutenção.

Despersonalização tem cura?

A despersonalização, especialmente quando associada à ansiedade, não é uma condição permanente e tende a regredir com o tratamento especializado.

Com acompanhamento com Psicólogo Especialista em ansiedade, a maioria dos pacientes apresenta melhora consistente, sem risco de perda de controle ou dano permanente.

Despersonalização como tratar

O tratamento para a despersonalização avalia, inicialmente, o histórico clínico do paciente, seus sintomas, duração, intensidade e prejuízos ao funcionamento diário.

A partir disso será definido o plano de tratamento mais indicado para os sintomas apresentados.

Entre os possíveis tratamentos recomendados, estão:

TCC para Despersonalização

A TCC – Terapia Cognitivo-Comportamental é o tratamento mais indicado para a despersonalização por ser considerada primeira linha para tratamentos de ansiedade.

O tratamento da despersonalização causas, envolve atuar no ciclo que mantém o sintoma, e não tentar eliminá-lo diretamente. O foco está em reduzir a ansiedade, o medo da experiência e a hipervigilância interna, que são os principais fatores de manutenção.

De forma geral, o tratamento inclui:

  • compreensão adequada do que está acontecendo;
  • redução da ansiedade de base;
  • diminuição da vigilância constante sobre o próprio estado mental;
  • Auxiliar os pacientes a reinterpretarem seus sintomas de maneira não ameaçadora;
  • Reduzir comportamentos de evitação e segurança.

Leia também: TCC para TOC

Quais os benefícios do Tratamento?

Conheça alguns dos benefícios do tratamento para Despersonalização Causas:

  • Identificar os gatilhos da despersonalização e encontrar maneiras de lidar com ela;
  • Redução do medo associado à despersonalização

  • Diminuição da ansiedade de base

  • Interrupção do ciclo ansiedade–medo–sintoma

  • Redução da hipervigilância interna

  • Menor necessidade de checagem constante

  • Aumento da tolerância às sensações internas

  • Redução da evitação emocional e comportamental

  • Recuperação gradual da sensação de presença

  • Reconstrução da confiança na própria mente

  • Diminuição da ansiedade antecipatória

  • Retomada de atividades antes evitadas

  • Melhora da regulação emocional

  • Redução do sofrimento diante dos sintomas

  • Aumento da sensação de segurança interna

  • Melhora da concentração e do funcionamento diário

  • Redução da ruminação mental
  • Obter uma melhor compreensão do Ciclo da Ansiedade, o que é essencial para tratar os sintomas de despersonalização.

Conviver com a despersonalização pode ser realmente difícil. Não só pela sensação em si, mas pelo quanto ela mexe com a forma como você se percebe e interpreta o que está acontecendo.

Porém, quando essa experiência é compreendida da forma correta, e iniciamos o tratamento adequado, esse cenário começa a mudar.

Então, o que antes parecia assustador passa a perder o poder sobre você, o medo diminui e, com isso, o próprio sintoma perde força.

Agende sua Consulta.

Conheça a Psicóloga Fabíola Luciano

Psicóloga Fabíola Luciano – CRP 104468

Especialista pela Universidade de São Paulo – USP

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