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Suicídio na Adolescência – Aqui você vai encontrar informações importantes sobre o tema. O que você vai ler neste artigo:

  1. O que é Suicídio
  2. Diferença entre Pensamento Suicida e Planejamento de Suicídio
  3. Como posso identificar que o jovem pensa em Suicídio?
  4. O adolescente que fala que tem vontade de se matar quer chamar Atenção?
  5. Estatísticas do Suicídio na Adolescência
  6. Sinais de Alerta para perceber que o jovem pensa em se matar
  7. O que faz um jovem pensar em se matar
  8. O que não dizer para um jovem que tem pensamentos suicidas
  9. O que fazer ao perceber que o jovem tem pensamentos suicidas
  10. O adolescente que pensa em se matar tem alguma doença psicológica?
  11. Tratamento para Ideação Suicida na Adolescência

O que é o Suicídio na Adolescência?

Suicídio é o ato intencional de uma pessoa para tirar a própria vida. É um problema que atinge pessoas de todas as nacionalidades, gêneros, idade e classe social e está fortemente associado à desesperança, à falta de apoio social e à solidão. Pessoas que tem ideações suicidas ou de fato cometem o Suicídio fazem isso pela necessidade de buscar na morte uma fuga, uma saída para o sofrimento que, para o suicida, está insuportável e sem solução.

 

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A adolescência, por ser um período em que o jovem está passando por inúmeras transformações, já é considerada um fator de risco para o Suicídio. Eles ainda não tem desenvolvida toda a capacidade de regulação emocional e juntando isso à toda intensidade das emoções, podemos encontrar uma combinação explosiva. As causas, entretanto, são variadas, e vão depender da história de vida e do ambiente social onde o adolescente está inserido.

Transtornos psicológicos são umas das principais causas do problema, mas não as únicas. O suicídio pode acontecer devido a atitudes impulsivas geradas por Estresse, Bullying, Problemas de Relacionamento, Problemas familiares, Consumo de álcool e drogas, Abuso Sexual, Rejeição Social, entre outros.

Segundo o Ministério da Saúde, o maior índice de suicídio está entre os homens (79%), mas a maior incidência de tentativa de suicídio está entre as mulheres. A OMS – Organização Mundial da Saúde alerta que, em todo o mundo, o Suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos, perdendo apenas para a violência.

Diferença entre Pensamento Suicida e Planejamento de Suicídio

Saber diferenciar os pensamentos do planejamento suicida é de extrema importância para que aqueles que convivem com o adolescente saibam de que forma agir diante de cada situação.

Pensamento Suicida

Os Pensamentos Suicidas são aqueles que a pessoa tem acerca da possibilidade de cometer o suicídio. Eles começam a acontecer no momento em que o jovem se sente desamparado, angustiado e sem esperanças, sendo tomado por pensamentos negativos e ligados à morte e ao desejo de morrer.

Para os que convivem com o adolescente, muitas vezes é difícil notar a existência desses pensamentos, já que nem sempre são verbalizados.

Eles acontecem, normalmente, em momentos de crise e desorganização mental, quando o jovem tem a sensação de ser incapaz de lidar com os problemas e solucioná-los. Apesar de pensarem em suicídio, nem sempre o ato de tirar a própria vida é concretizado, mas já se trata de um grande sinal de alerta, que JAMAIS deve ser ignorado.

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Planejamento de Suicídio

Já o Planejamento de Suicídio ocorre quando os pensamentos acerca de tirar a própria vida se agravam, se tornam mais frequentes e o Suicídio começa a ser planejado . Nesse caso, a pessoa passa a formular um plano, muitas vezes detalhado e roteirizado, para cometer o ato suicida.

O Pensamento e Planejamento Suicida podem aparecer de forma estruturada ou não-estruturada. Na forma não-estruturada, o jovem ameaça, de forma impulsiva, se matar ou se ferir, podendo de fato chegar a agir para tirar a própria vida. Já na forma estruturada, há planejamento. Nesse caso, o adolescente procura maneiras de tirar a própria vida, mostrando-se disposto e com estratégias claras para cometer o suicídio.

 

Como posso identificar que o jovem pensa em Suicídio?

Normalmente, a primeira característica que pode ser notada é o fato de haver uma mudança significativa no comportamento do jovem. Muitas vezes o adolescente perde o interesse em coisas que outrora eram prazerosas e não tem energia para realizar tarefas básicas.

Além disso, ele pode sofrer drásticas mudanças de humor. Caso seja notado esse padrão de comportamento, é importante conversar com ele e procurar ajuda de Psicólogo especializado ou Psiquiatra.

As mudanças de comportamento podem se dar devido a transtornos psicológicos, como a depressão, ou por traumas deixados por vivências como o Bullying. Situações que deixam o adolescente fragilizado por não conseguir lidar com perdas ou um sofrimento intenso podem gerar um comportamento impulsivo.

Por isso, é importante ficar atento à conduta do jovem após eventos estressantes, que podem ser gatilho para os pensamentos suicidas.

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Também é importante dar ouvidos aos alarmes e avisos verbais. Frases carregadas de negativismo e desesperança como “quero sumir”, “não aguento mais”, “quero morrer”, “minha vida não vale nada” e outras similares não devem ser ignoradas nem tratadas com desprezo.

 

O Adolescente que fala que tem vontade de se matar quer chamar Atenção?

Muitas pessoas cometem o equívoco de achar que um jovem que fala sobre ter vontade de tirar sua própria vida, na verdade, só quer chamar a atenção. Sofrimento psicológico não deve ser encarado dessa forma. Quando um adolescente fala sobre suicídio ou transmite alguma frase de alerta, esta pode ser uma forma de pedir ajuda, amparo e compreensão.

Por isso, é preciso prestar atenção nos sinais verbais e não verbais e não tratar os pensamentos ou tentativas de suicídio como algo feito para dramatizar. O fato de o jovem ter tais atitudes já mostra que algo está muito errado e, portanto, ele precisa de suporte de um adulto que lhe apoie e auxilie na busca de um tratamento especializado.

 

Estatísticas do Suicídio na Adolescência

Apesar de diversas ações que visam prevenir o suicídio no mundo todo, o número de jovens que tiram a própria vida ainda é alarmante e tem crescido em alguns lugares. A taxa de suicídio de adolescente brasileiros, por exemplo, aumentou mais de 30% nos últimos 10 anos.

De 2005 a 2016, de acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, o suicídio na faixa etária de 10 a 14 anos aumentou 31%, passando de 0,54 para 0,71 por 100.000 habitantes. Entre os jovens com 15 a 19 anos, subiu 26%, saltando de 2,97 para 3,76 por 100.000 pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, o maior índice de suicídio está entre os homens (79%), mas a maior incidência de tentativa de suicídio está entre as mulheres.

De acordo com a OMS, pelo menos dois terços das pessoas que tentaram se suicidar ou que de fato se suicidaram haviam comunicado sua intenção para amigos ou familiares. Isso reforça o sinal de alerta com o adolescente que fala sobre Suicídio ou dá qualquer outro sinal verbal que pode indicar a ideação suicida.

As estatísticas também mostram que os transtornos mentais são a principal causa de suicídios em todo o mundo. De acordo com um estudo dos cientistas José Manoel Bertolote e Alexandra Fleischmann conduzido pela OMS e a Associação Mundial de Psiquiatria, a maioria dos casos está ligado à depressão e transtornos de humor (35,8%) – Conforme gráfico abaixo.

 

“Suicídio: informando para prevenir”, cartilha publicada pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria — Foto: Reprodução

Suicídio na Adolescência é coisa Séria!

 

Sinais de Alerta para perceber tendências ao Suicídio

Segundo a OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser evitados, já que grande parte deles são precedidos por avisos que muitas vezes são ignorados. Para isso, é importante saber quais os sinais de alerta, que podem ser verbais ou comportamentais, e estar atento à conduta do jovem.

Veja alguns exemplos de sinais apresentados por adolescentes que desejam cometer Suicídio, desde frases ditas até atitudes e comportamentos diferentes:

Sinais Verbais

  • “Quero sumir”
  • “Não aguento mais”
  • “Minha vida não vale a pena”
  • “Eu sou um fracassado”
  • “Sou um peso na vida dos outros”
  • “Não vou suportar isso”
  • “Logo ninguém precisará se preocupar comigo”
  • “Estou cansado de tudo”
  • “Não sei mais o que fazer”
  • “É melhor morrer do que viver assim”
  • “As coisas não têm como melhorar”

Sinais Comportamentais

  • Uso abusivo de álcool ou drogas
  • Agir de modo ansioso, agitado ou irresponsável
  • Automutilação
  • Dormir muito ou pouco
  • Isolamento (afastamento de família e amigos)
  • Demonstrar raiva, irritabilidade ou falar sobre vingança
  • Ter alterações de humor extremas
  • Piora no desempenho na escola e em outras atividades
  • Dificuldade de concentração
  • Pensamentos sobre morte
  • Doação de pertences que valorizava
  • Perda de interesse em atividades que gostava antes
  • Descuido com a aparência
  • Comentários autodepreciativos, pessimismo, desesperança
  • Despedir de parentes e amigos

Importante sempre avaliar o contexto da vida da pessoa e todas as informações em conjunto.

 

O que faz um jovem pensar Suicídio?

Não existe um só motivo que faz com que um adolescente pense em Suicídio. Diversos fatores como bullying, dificuldades de socialização, cobranças em casa ou na escola, entre outros, podem levar à ideações suicidas. A questão não é a situação em si, mas como a pessoa interpreta e responde emocionalmente à situação. Portanto não há uma rota única para este caminho.

A  maioria dos casos de ideação suicida de adolescentes são motivadas devido a alguma forma de transtorno psicológico, como a depressão, embora isso não seja via de regra.

Essa é uma fase em que eles ainda estão concluindo o seu desenvolvimento cerebral e emocional, portanto, a capacidade de lidar com suas frustrações ainda não é efetiva.

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Outras razões que podem causar pensamentos suicidas, além das já citadas, podem ter a ver com problemas amorosos ou familiares, traumas emocionais, dificuldade de se encaixar e determinados grupos, doenças orgânicas, entre outros. Os fatores genéticos também podem ter influência.

 

O que NÃO dizer para um Adolescente que tem Pensamentos Suicidas

Além do Tratamento Psicológico Especializado em Adolescentes, o apoio de pessoas próximas é fundamental para impedir que o adolescente cometa o suicídio. Oferecer amparo e, principalmente, escutar o que a pessoa tem a dizer faz com que ela se sinta acolhida.

Essa escuta, entretanto, deve ser de forma empática e sem nenhum tipo de julgamento. É importante que a pessoa que tenta ajudar o jovem com pensamentos suicidas não tente solucionar os problemas por ele nem apontar caminhos. O apoio deve ser feito com respeito, sem desmerecer os sentimentos dele.

Por isso, até frases ditas com a melhor das intenções podem ter o efeito contrário em um Adolescente que vem sofrendo com ideações suicidas.

Veja alguns exemplos do que NÃO dizer para um jovem com Pensamentos Suicidas:

  • “Pense de maneira positiva”suicidio-na-adolescencia-psicologo-sp
  • “Você precisa se distrair”
  • “Isso é só uma fase”
  • “Há pessoas com problemas piores que o seu”
  • “Você é mais forte que isso”
  • “Quem quer se matar não fica falando”
  • “Tenha fé”
  • “Chamar a atenção não vai resolver seus problemas”

 

Antes de dizer qualquer coisa para um Adolescente com Pensamentos Suicidas, é necessário saber qual postura adotar no momento da interação. A base deve ser sempre a do respeito, empatia, conexão, compartilhamento e disponibilidade. As frases acima, apesar de bem intencionadas, falham nesses aspectos, o que pode potencializar o risco de suicídio.

Ao invés de tentar encontrar soluções genéricas e dar sugestões e conselhos, a pessoa que deseja ajudar pode iniciar um diálogo fazendo perguntas e mostrando que realmente se importa. “Eu me preocupo e me importo com você” pode ser algo interessante a se dizer nesses momentos, desde que seja genuíno. Mostrar apoio, sem julgamentos e sem pressão, é uma boa forma dar suporte ao adolescente.

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O que fazer ao Perceber que o Adolescente tem Pensamentos Suicidas

As pessoas que convivem com o adolescente, como pais, colegas e professores, são as que mais consegue notar os sinais de que existem Pensamentos Suicidas. Por conhecerem melhor o comportamento do jovem, essas pessoas conseguem perceber se houve uma mudança de comportamento, queda de rendimento ou outros indícios.

Ao perceber esses sinais, o primeiro passo é fazer com que o jovem se sinta acolhido, oferecendo tempo para ouvir o que ele tem a dizer, sem julgamentos e demonstrando empatia. Além disso, é importante sugerir, sem pressionar e num momento oportuno, que ele busque o Acompanhamento Profissional Especializado para diminuir os sintomas e o sofrimento através de um tratamento adequado.

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Outro cuidado a ser tomado, mesmo durante o período de tratamento, é o monitoramento, é válido não deixar o adolescente sozinho muitos períodos, especialmente se ele apresentar os sinais de alerta verbais e comportamentais. Também é importante dificultar ao acesso a objetos cortantes, armas de fogo, álcool e drogas. Caso haja a necessidade de auxílio, uma boa opção é ligar para canais de ajuda como o Centro de Valorização da Vida, discando para 188. (Site do CVV)

 

O Adolescente que pensa em se Matar tem alguma Doença Psicológica?

As doenças psicológicas estão entre uma das principais causas de suicídio. Jovens que apresentam transtornos como Ansiedade, Depressão na Adolescência, Transtorno Bipolar, Esquizofrenia, entre outros, tem maiores chances de desenvolver Pensamentos Suicidas.

Porém, nem todo adolescente com esses pensamentos possui um Transtorno Psicológico. Muitas vezes, as causas de Ideias Suicidas podem surgir devido a experiências traumáticas que fazem o adolescente se sentir desamparado, culpado ou envergonhado.

O bullying, por exemplo, é um grande vilão que muitas vezes acaba desencadeando pensamentos suicidas. Ele atinge as vítimas de maneira intensa, gerando um sentimento de tristeza que pode evoluir para transtornos psicológicos.

A saúde mental do adolescente pode ainda ser afetada, por outros fatores como o consumo excessivo de substâncias como álcool e drogas. Isso, também pode ser uma variável importante para o surgimento de Pensamentos Suicidas na Adolescência.

 

Tratamento para Ideação Suicida na Adolescência

Medicamentoso e Psicológico

O suicídio é, em grande parte dos casos, resultado de Transtornos Psicológicos e, portanto, tem Tratamento. Para realizá-lo, é importante ter a certeza de qual é o diagnóstico. Assim, os profissionais da saúde mental saberão qual o tipo de tratamento mais adequado.

O Acompanhamento de um Psicólogo e um Psiquiatra é fundamental nesse processo. O tratamento Psicológico somado a um Tratamento Medicamentoso, apresenta resultados satisfatórios na luta contra o suicídio.

Tratamento Medicamentoso

O uso de remédios, sempre prescritos por um psiquiatra, é indispensável e geralmente ajuda a reduzir os sintomas enquanto o caminho da terapia começa a acontecer. Geralmente os medicamentos utilizados são os inibidores seletivos de receptação da serotonina, pois costumam estabilizar o humor.

Também podem ser prescritos antidepressivos tricíclicos e inibidores da monoaminoxidase. A medicação é prescrita de acordo com o histórico e sintomas de cada paciente e, portanto, costuma variar de pessoa para pessoa, o profissional fará esta avaliação antes da prescrição.

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Tratamento Psicológico

O Tratamento Psicológico é fundamental quando se trata de Ideação ou Tentativa de Suicídio na Adolescência.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é um dos métodos da Psicologia Clínica que apresenta eficácia comprovada no tratamento dos mais diversos Transtornos Psicológicos– problemas que podem aumentar as chances de suicídio.

O Tratamento Psicológico para Adolescentes com Pensamentos ou Tentativas de Suicídio irá auxiliar o jovem de desenvolver Habilidades imprescindíveis para sua melhora:

  • Reconhecimento de Emoções
  • Gerenciamento de Emoções
  • Diminuição de Comportamentos Impulsivos
  • Estratégias para Manejo de Crises
  • Desenvolvimento de Pensamento Racional
  • Solução de Problemas
  • Identificação e Mudança de Pensamentos Disfuncionais

 

Cada paciente tem necessidades específicas, a Terapia vai olhar individualmente e construir um planejamento terapêutico, bem como desenvolvimento de Habilidades que levem a maio estabilidade emocional do Adolescente.

As técnicas utilizadas visam a Reestruturação não só do Pensamento, mas também do Comportamento e do Humor. Contribuindo para a redução da Desesperança e dos Pensamentos Suicidas.

 

Conheça a Psicóloga Fabíola

Fabíola Luciano – CRP 104468
Psicóloga especialista pela Universidade de São Paulo – USP

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