Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento, O que é, Causas, Sintomas, Diagnóstico, Quem pode desenvolver Dismorfia Corporal, Informações sobre a doença, Como a doença afeta o paciente, Como saber se você tem o Transtorno.

O que é Transtorno Dismórfico Corporal?

O Transtorno Dismórfico Corporal ou Dismorfia Corporal é um transtorno psiquiátrico que se caracteriza por uma preocupação excessiva com a aparência, partes  específicas do corpo ou com o corpo todo. Pela exposição cada vez maior a padrões impostos pela mídia e pela sociedade, são muito frequentes os casos de Transtorno Dismórfico Corporal principalmente em Adolescentes e jovens Adultos, tanto homens quanto mulheres.

O paciente que sofre com Transtorno Dismórfico Corporal passa a ter pensamentos delirantes e com características obsessivas com relação à sua aparência física. Se trata de uma visão deturpada e exageradamente negativa sobre si mesmo ainda que todas as evidências externas mostrem o contrário. Como consequência da Dismorfia Corporal  o paciente tem a sua rotina afetada diretamente já que, por vergonha da própria imagem, muitos deixam de realizar atividades sociais e até mesmo de estudar ou trabalhar.

Em busca do aperfeiçoamento corporal e aumento da autoestima, muitos pacientes com o Transtorno Dismórfico Corporal procuram procedimentos estéticos como cirurgia plástica. Na maioria dos casos, após tais procedimentos, a pessoa segue com baixa autoestima e frustrada pois, devido a doença, ela não enxergará o resultado e sua aparência continuará sendo uma preocupação constante.

Causas Transtorno Dismórfico Corporal

Não existe uma causa específica para que alguém desenvolva o Transtorno Dismórfico Corporal. O problema pode aparecer devido a fatores genéticos e relacionados ao histórico familiar, que é uma das principais causas da Dismorfia Corporal. Algumas questões da vida relacionadas a fatores psicológicos, sociais e culturais também podem desencadear a doença, além de fatores químicos, como o desequilíbrio de algum neurotransmissor do corpo.

Pacientes com TOC, tendências ansiosas ou depressivas tem mais chances de desenvolver o Transtorno Dismórfico Corporal, bem como pessoas que tenham experiência de vida traumática ou que, de alguma forma, desenvolveram manias, insegurança e introspecção.

Transtorno Dismórfico Corporal Sintomas

  • Isolamento social (por se sentir constrangido com sua imagem)
  • Timidez excessiva
  • Uso de roupas ou itens para esconder imperfeições
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Evita sair, deixa de ir trabalhar e evita quaisquer eventos sociais

Quem pode desenvolver Transtorno Dismórfico Corporal?

O Transtorno Dismórfico Corporal pode se desenvolver em qualquer pessoa independente de idade ou classe social. Apesar disso, a doença é mais frequente em adolescentes e jovens adultos, que muitas vezes passam anos sem procurar por Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento por não acreditarem que a forma como lidam com sua aparência física seja um problema.

Pacientes que sofreram traumas, com histórico da doença na família ou com algum tipo de problema relacionado à ansiedade ou depressão também podem apresentar mais predisposição à desenvolver a Dismorfia Corporal.

Diagnóstico Transtorno Dismórfico Corporal

O diagnóstico do Transtorno Dismórfico Corporal geralmente é feito por um Psicólogo Especialista em Transtorno Dismórfico Corporal ou Psiquiatra, que irão analisar a forma como a pessoa se vê e quão deturpada e aumentada é sua insatisfação por algo que, muitas vezes, é imperceptível. Tudo isso é feito sem desacreditar do sofrimento do paciente com sua imagem.

É muito importante buscar por Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento Especializado, porque muitas vezes a falta de conhecimento sobre o assunto pode levar a um erro de diagnóstico. A principal dificuldade no diagnóstico é que como a queixa do paciente é a insatisfação com a aparência o problema pode ser tratado com uma questão física; contudo, essa insatisfação exagerada com a autoimagem é considerada um transtorno psiquiátrico, pois a preocupação se torna obsessiva.

Informações sobre a doença

O que vemos nos estudos é que a taxa de pessoas que desenvolvem o Transtorno Dismórfico Corporal é considerada baixa, girando em torno de 3% em toda a população. Apesar de haver casos do problema na infância, a Dismorfia Corporal costuma acontecer na adolescência, podendo se prolongar por muitos anos caso não seja feito um Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento.

Esta doença acomete percentualmente homens e mulheres de maneira similar. Nos homens, entretanto, é mais comum acontecer a Dismorfia Muscular. Nessa condição, indivíduos adultos jovens se veem fracos, magros e, por isso, passam muito tempo se exercitando ou até usando anabolizantes para ganhar massa muscular, nunca ficando satisfeitos com o resultado.

Por outro lado, as mulheres com Transtorno Dismórfico Corporal tendem a querer modificar o corpo e emagrecer a todo custo, nunca estando satisfeitas com os resultados conquistados.

Embora o número de pessoas com Transtorno Dismórfico Corporal ser considerado baixo, o maior problema é que, em muitos dos casos, o diagnóstico não é feito, levando o paciente a não se tratar e ter um impacto negativo em sua qualidade de vida. Os pacientes não percebem que tem a doença e, por isso, podem levar anos para procurar ajuda ou ainda passar a vida toda tentando alcançar melhores resultados estéticos, que nunca serão suficientes devido à doença.

Como o Transtorno Dismórfico Corporal afeta a vida do paciente?

Pacientes portadores do Transtorno Dismórfico Corporal têm um intenso sofrimento pois nunca estão satisfeitos com sua aparência. Com isso, sentem-se frustrados, inferiores, ansiosos e deprimidos.

Além disso, pessoas com Dismorfia Corporal tendem a ter sua vida social afetada. Por terem vergonha de sua imagem, acabam evitando de sair com outras pessoas e até mesmo de fazer suas atividades rotineiras.

Como saber se tenho Dismorfia Corporal?

É normal não gostar ou querer melhorar alguma parte do corpo. Essa insatisfação é considerada uma doença e chamada de Transtorno Dismórfico Corporal quando a preocupação se torna obsessiva e assume o controle da vida do paciente, ou seja tudo que ele faz ou deixa de fazer está relacionado com melhorar a imagem ou esconder aquilo que não gosta.

A Dismorfia Corporal pode, muitas vezes, ser confundida com vaidade exagerada. Porém, a auto estima de um paciente com Transtorno Dismórfico Corporal é extremamente baixa e, geralmente, essa suposta vaidade é uma tentativa de melhorar sua imagem, corrigindo seus supostos defeitos.

Desta forma, quando existe uma preocupação excessiva com a autoimagem, com um pequeno defeito no corpo ou no rosto, a ponto de ter a vida e rotina afetada, é hora de procurar ajuda de um profissional especializado.

Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento

Existem alguns tratamentos que mostram uma taxa de resposta bastante positiva para os pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal. Por ser um problema crônico, o Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento tem resultados a longo prazo. Ele geralmente é feito combinando sessões de Psicoterapia com um Psicólogo Especialista em Transtorno Dismórfico Corporal e medicação prescrita por um Psiquiatra, se for necessário.

Os medicamentos utilizados para tratar a Dismorfia Corporal são os antidepressivos, como os inibidores da recaptação da serotonina. Eles ajudam a reduzir o pensamento obsessivo, ansioso e compulsivo.

Já no tratamento através da Psicoterapia, o principal método utilizado é a Terapia Cognitivo Comportamental, pois segundo a literatura, esta metodologia tem apresentado melhores resultados.

Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento Psicológico - Psicóloga Especialista USP

 

O Transtorno Dismórfico Corporal Tratamento irá trazer os seguintes resultados:

  • Diminuição dos Pensamentos Obsessivos
  • Diminuição da Insatisfação Corporal
  • Melhora da Auto Imagem
  • Diminuição da Ansiedade
  • Melhora na Autoestima
  • Gerenciamento de Sentimentos
  • Diminuição da Sensação de Inferioridade

Independente do corpo ou rosto que tenhamos, o que faz realmente a diferença é a forma como olhamos para ele, e se este olhar for excessivamente duro e auto depreciativo, então nunca estaremos satisfeitos. A terapia, ao contrário de qualquer cirurgia plástica não irá mudar seu corpo, mas certamente mudará a sua forma de se relacionar com ele, e isto pode ser o bastante para transformar tudo.

Conheça a Psicóloga Fabíola Luciano

Psicóloga Fabíola Luciano – CRP 104468
Especialista em Terapia Cognitiva Comportamental USP

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